O ano de 2026 marca o início da transição para a Reforma Tributária, e para as empresas no Lucro Presumido, o cenário é preocupante. Projeções indicam que a carga tributária efetiva pode saltar até 10% para setores de serviços.
Se sua empresa fatura entre R$ 4,8 milhões e R$ 78 milhões e presta serviços, você está no olho do furacão. A substituição do ISS pelo IBS e da PIS/COFINS pela CBS mudará as regras do jogo e quem não se planejar agora terá um 2026 amargo.
Por que os 10% de aumento?
Atualmente, uma empresa de serviços no Lucro Presumido paga cerca de 13,33% a 16,33% de tributos federais e municipais (sem contar o INSS patronal). Com a nova alíquota padrão do IVA (IBS + CBS) estimada em 27%, a conta simplesmente não fecha.
- Fim da Cumulatividade parcial: O benefício de pagar alíquotas menores (PIS/COFINS a 3,65%) acaba.
- Aumento da CSLL: Há discussões avançadas para o aumento da alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido para compensar perdas de arrecadação.
- Base de Cálculo: A forma como o lucro é presumido para fins de IBS/CBS pode sofrer ajustes que encarecem a operação.
"O impacto de 10% sobre o faturamento bruto pode significar a extinção de toda a margem líquida de uma empresa. O planejamento tributário em 2025 não é mais uma opção, é uma medida de sobrevivência."
Quem são os mais atingidos?
Clínicas médicas, escritórios de advocacia, consultorias de TI e engenharia que possuem pouca cadeia de crédito.
Revisão da estrutura societária, migração para o Lucro Real ou segregação de atividades antes de 2026.
O que fazer agora?
A janela de oportunidade para ajustes estruturais que serão respeitados pelo Fisco em 2026 está se fechando. É preciso realizar um Estudo de Viabilidade Comparativo imediatamente para decidir se o Lucro Presumido ainda fará sentido para o seu negócio.
Ignorar esse aumento é permitir que 10% do seu esforço anual seja transferido diretamente para os cofres públicos sem qualquer contrapartida.